Era sua desde sempre. No berço já lhe fazia companhia. Quando ainda não conseguia associar imagens a pensamentos, atentava para as cores emanadas quando a luz incidia sobre ela, variando de acordo com o lado que observava. Na escola, aprendeu que seu brinquedo de cristal era “um cubo”. Nem todos aprendiam.
Caixa ou cubo, parecia mágica. Cada lado mostrava um mundo. Tons de inverno transformavam-se em folhas caintes, outono puro em época de frio sórdido. Bastava saber que era possível trocar de aresta enquanto observava. Nem todos sabiam.
Escolher um lado para ver a dor, outro para as matizes de atitudes. Em qualquer morte, podia ver a alma entregando-se ao céu, feliz fumaça de ouro na tarde até então enlutada. Nem todos viam.
Uns lados pareciam mais fáceis de ver. Neles, mostravam suas insatisfações, dores, cotidianos. Como demorou a descobrir que, ao virar o cubo mágico, lá estavam versões de outros sobre suas histórias! Poucos descobriam. E amou a caixa até a morte. Todos morrem.

Adorei! Vou te visitar sempre...
ResponderExcluirBom, já tentou Jamie Oliver pelo Mr. Google? Ou via site da GNT?