Recebo, do RJ, notícias: nasceu o bebê de uma amiga, faleceu uma senhora muito querida de outra amiga, está doente o marido de mais uma amiga querida.
Fico pensando que nascimento e morte também são ritos de passagem. Não para os que nascem e morrem, mas para os que estão ao redor. São momentos de emoções profundas: alegria ou dor, que nos conectam com o que temos de mais sagrado em nós: a nossa vida. Que, como diria o Lenine, não pára. E nos convida a viver de maneira mais intensa, do que simplesmente contando dias e horas.
Hoje, quando acordei e vi tudo branquinho de neve, primeiro pensei: “nossa! Mais um dia de neve!” Depois, digerindo as notícias, pensei melhor: “que bom! Um dia único, um momento irrepetível, e está nevando...” Por mais pressa que ou desejos que se tenham, a vida tem seu ritmo. E segue, frágil e majestosa, profunda e brilhante, oferecendo-nos nada mais do que um momento, a cada momento. Cabe a nós fazê-la “infinita, enquanto dure”. Ou não.
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
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É, amiga, é o renascimento...
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