quinta-feira, 11 de março de 2010
De volta ao começo
Hoje acordei meio “regredida”. Fui escolher as músicas que vou ouvir durante o dia, enquanto trabalho, e só me vinham à mente as minhas favoritas do tempo de criança, da Turma do Balão Mágico, Trem da Alegria... De Ursinho Pimpão a Lindo Balão Azul, passando por He-Man, Thundercats, embarquei uma viagem de volta à infância. A poucos dias de completar 37 anos, fiquei me perguntando se o meu aniversário seria a causa desta vontade tão grande de ouvir as canções que me fizeram tão bem, quando eu era mais nova. Percebi que o que mais me faz falta, da infância, é a inocência original. É o alegrar-se por nada, a simplicidade, a esperança e a certeza de que “só quem luta pelo bem é invencível”. Pude ouvir isto nas canções que escolhi. Tudo ainda está ali. E em mim, também. Voltar ao começo me traz mais inteira. E viva a regressão! :)
terça-feira, 9 de março de 2010
Dia de Maria
Hoje é dia de Maria. Não, não estão exibindo a minissérie da Globo aqui, não! Destinei este dia para limpar e arrumar a casa. Afinal, ela vai "bombar" no final do mês: vamos receber visitas do dia 20 ao dia 18 de abril, oba!! Não sei vocês, mas eu não gosto nada, nada de tarefas domésticas. Mas estou aproveitando para ver o lado filosófico da coisa. Preciso limpar alguns sentimentos, polir muitas intenções, arrumar minha cabeça. Não é muito fácil morar fora do país, longe dos amigos, da família, procurar emprego, enquanto me adapto à vida de casada. Por isso, hoje será um dia de muita limpeza: de casa e de alma. Haja pano de chão! Hehehehe
sexta-feira, 5 de março de 2010
De fios e desafios
Imaginem vocês que, daqui da minha janela favorita, vejo grande parte do jardim. E ontem vi algo inusitado. Um pássaro selvagem (não me façam perguntas de prova, do tipo: que pássaro era?, please!) veio pousar nas estruturas que apoiam as roseiras. O pobre tinha as patas amarradas por um fio laranja. Ele ficou horas tentando se livrar daquilo, sem sucesso. Bicava de lá, bicava de cá, e não havia progresso. Até que eu decidi ir lá fora para tentar ajudá-lo. Fui bem devagar, para não assustá-lo. Mas não adiantou. Assim que ele percebeu a minha presença, foi embora, com aquele fio pendurado nas patas. Fiquei pensando que ele tinha voado pra longe de alguém que poderia aliviar o sofrimento dele. Tudo bem, vocês podem me dizer, mas é um pássaro, não um ser humano. E esse é o meu ponto de hoje. Fiquei pensando: quantas vezes nós, ditos racionais, não deixamos alguém nos ajudar? Quantas vezes também fugimos voando – e olha que nem somos passarinho – com nossos fios pendurados? Dói ver um amigo ou alguém precisando de ajuda, mas que quer ficar sozinho. E quando somos nós? Um grande beijo!
quarta-feira, 3 de março de 2010
Lá vêm os patos
Gostaram da história do cisne? Pois tem mais. Os visitantes, desta vez, são um casal de patos. Eles vieram ontem e acabaram de chegar, hoje.
Como eu sei quem é o pato, quem é a pata? Ele parece aqueles patinhos de cerâmica que a gente vê nas feiras hippie: pescoço verde, cabeça preta, corpo marrom. Ela é toda rajada de marrom e branco. Ele vai explorar o ambiente, enquanto ela nada no lago. Isso lembra a vocês alguma coisa?
Hoje, os dois nadaram juntos. Ficaram juntos por mais tempo, se é que vocês me entendem, mostrando toda a disposição típica da primavera. Agora, não há mais dúvidas: pato é pato, pata é pata! E o amor está no ar!
Como eu sei quem é o pato, quem é a pata? Ele parece aqueles patinhos de cerâmica que a gente vê nas feiras hippie: pescoço verde, cabeça preta, corpo marrom. Ela é toda rajada de marrom e branco. Ele vai explorar o ambiente, enquanto ela nada no lago. Isso lembra a vocês alguma coisa?
Hoje, os dois nadaram juntos. Ficaram juntos por mais tempo, se é que vocês me entendem, mostrando toda a disposição típica da primavera. Agora, não há mais dúvidas: pato é pato, pata é pata! E o amor está no ar!
segunda-feira, 1 de março de 2010
Um cisne no meu jardim
Já dizia a música do tempo do Ronca neném: “vivo esperando e procurando um trevo no meu jardiiiim”. Hoje de manhã, olhando pela janela, o que eu encontrei foi um... cisne (!) no meu jardim. O bichinho (ou bichão, muito grande!) caminhava tranqüilo e, no seu passo malemolente, foi se dirigindo ao portão. Saiu e foi atravessar a rua, como na piada do “primo” frango. Com um objetivo: chegar até o canal. Só que, no meio do caminho (leia-se estrada, mão dupla), estacou. E, com ele, o trânsito. Os carros todos pararam para esperar o que o cisne ia decidir: entrar no canal ou dar mais um rolezinho. Dúvida cruel... O tempo passava, a fila de veículos crescia, e o bicho nem aí. Olhava um carro, olhava outro, balançava o pescoço e nada. Até que um dos motoristas resolveu ultrapassar o cisne. Com a colaboração dos que vinham em sentido contrário, contornou o bicho e seguiu seu caminho. Depois foi a vez dos que deram a passagem. E o cisne ainda na dúvida. E eu, com uma certeza: certas coisas só acontecem na Holanda...
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